May East e Monica Picavea escrevem sobre Diversidade e justiça social no site do Transition Internacional!

http://www.transitionnetwork.org/blogs/catrina-pickering/2011-09/th...

 

Thoughts from Brazil on adding inequality to the Transition Network purpose statement

Proposed purpose statement:  "Transition Network supports community-led responses to climate change, inequality and shrinking supplies of cheap energy, building resilience and happiness.”

Who proposed this and why

 

By May East and Monica Picavea, Transition Sao Paulo, Brazil

Why do we think it’s important to have inequality as a central driver in Transition?

In any society marked by deep disparity between rich and poor, the needs of those most at risk should be considered a priority by those who are in the leading role. Transition in this context means more than community lead responses to climate change and peak oil, it means putting in place programmes which challenge injustice, promote human dignity, and build a resilient common good.

Although poverty levels have fallen by 67.3% across Brazil over the last 17 years, according to a recent research by the Getulio Vargas Foundation economic think thank, 8.5% of the Brazilian population still live below the poverty line  (living on less then 151 reais= £56) and a third of the Brazilians belong to class D and E.

How can we speak about transition without taking into account 33% of the population. 25 million people were lifted out of the poverty over the last decade due to the countries steady economic growth and Lula da Silva’s social welfare programme Bolsa Familia granting monthly cash for families that ensure that kids attend school and are vaccinated. Some argue this is giving fish instead of teaching how to fish… however many of us have witness how misery has diminished particularly in the Northeast of Brazil. Last month a new programme Brazil Without Misery was launched to reach the remaining 8,5% - 16 million- still leaving under the poverty line. The programme will increase cash transfers, improve public services, and create new job opportunities for the poor. The recent elected President Roussef said in a news conference:  "These aren't statistics; they're people with lives, experiences, dreams".

So what are the dreams of these emerging segments of Brazilian society?  Are they related to meeting the basic needs or are they fueled by unnecessary want, which the Western world are addicted to. Transforming the dreams of running water and sanitation, 3 meals a day, health in community, reliable transportation, opportunities for the young into reality should be the imperative in any transition project. The great design challenge for committed social transitioners is how to shorten the gap between the rich and poor without costing the Earth.

Inequality has many faces and should be considered not only on economic terms. Paulo Freire would say that authentic liberation – the process of humanisation- is a praxis involving action and reflection of men and women upon their world in order to transform it.*

Potentially a great North & South dialogue can take place within the Transition movement. A dialogue deepening the sense of interdependence between peoples and planet. “Because dialogue is an encounter between women and men who name the world, it must not be a situation where  some name on behalf of others…*” The North can promote a fair debate and inner reflection on the difference between needs, consumption and over-consumption. The South can share the medicine of solidarity, frugality, happiness and resilience. South are the keepers of the old practices of backyard gardening. North demonstrates responsibility for own waste, raise awareness on the finiteness of natural resources, and how they can be a source of wealth and abundance if consciously used. North reminds of the importance of stories, culture, legacy, memory of street, neighborhood and city. South shares the freedom of imagination and artistic expression, allowing people to unleash their talents. 

The first threads of this emerging tapestry have been woven. The first Transition slum in the heart of Sao Paulo is going through a profound process of reflection, activation and connectivity. In this process we are all learning and yearning more than we now know.

Bibliography 
*Jornal Estado de São Paulo, August, Monday, 15, 2011 - FGV – Getulio Vargas Foundation Study. Data used from : (PNAD ( Pesquisa Nacional de Amostras a Domicílios) and of IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). 
**Tomás Aquino, Tratado sobre a Justiça, Rés Editora, 1989. 
*** Pedagogy of the Oppressed Paulo Freire

 

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Comentário de Tamosauskas em 27 setembro 2011 às 12:09


parte 2

Então, quais são os sonhos desses segmentos emergentes da sociedade brasileira? Estão relacionadas com a satisfação das necessidades básicas ou são alimentados pelos desejos desnecessários nos quais o mundo ocidental está viciado? Transformar os sonhos de água corrente e saneamento, 3 refeições por dia, a saúde na comunidade, transporte de confiança, oportunidades para os jovens é imperativo em qualquer projeto de transição. O grande desafio para as comunidades em comprometidas com a transição é diminuir o fosso entre ricos e pobres, sem prejudicar o planeta. 

A desigualdade tem muitas faces e deve ser considerado não apenas em termos econômicos. Paulo Freire dizia que a verdadeira libertação - o processo de humanização é uma práxis que envolve ação e reflexão de homens e mulheres em seu mundo, a fim de transformá-lo .**

Potencialmente um grande diálogo Norte e o Sul pode ter lugar dentro do movimento Transition. Um diálogo que vise aprofundar o sentido da interdependência entre os povos e do planeta. "Porque o diálogo é um encontro entre mulheres e homens  que pronunciam o mundo, não deve ser uma situação de um nome em detrimento de outros ... ***

O Norte pode promover um debate justo e uma reflexão interna sobre a diferença entre as necessidades, o consumo e consumo exagerado. O Sul pode compartilhar o remédio da solidariedade, felicidade, frugalidade e resiliência. Sul são os guardiões das velhas práticas de jardinagem de quintal. Norte demonstra a responsabilidade pelo próprio lixo,  o aumento da conscientização sobre a finitude dos recursos naturais, e como eles podem ser uma fonte de riqueza e abundância se conscientemente utilizada. Norte lembra da importância das histórias, a cultura, o legado, a memória da rua, bairro e cidade. Sul compartilha a liberdade de imaginação e expressões artística, permitindo às pessoas darem vasão a seus talentos. 

Os primeiros fios de tapeçaria destes emergentes já foram tecidas. A favela de Transição em primeiro lugar no coração de São Paulo está passando por um profundo processo de ativação, reflexão e conectividade. Neste processo estamos todos aprendendo e ansiando mais do que sabemos agora.


Bibliografia:

 * Jornal Estado de São Paulo, August, Monday, 15, 2011 - FGV – Getulio Vargas Foundation Study. Dados de: (PNAD ( Pesquisa Nacional de Amostras a Domicílios) e o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). ** Tomás Aquino, Tratado sobre a Justiça, Rés Editora, 1989. *** Pedagogia do Oprimido, Paulo Freire

Comentário de Tamosauskas em 27 setembro 2011 às 12:09

Tradução livre do texto. Qualquer erro por favor comentem corrigindo

 

parte 1:

 

Pensamentos do Brasil sobre adicionar a questão da desigualdade na declaração de propósito da Transition Network  

Por May East e Monica Picavea, Transition São Paulo, Brasil 

Por que achamos que é importante incluir a desigualdade como um condutor central na transição? 
Em uma sociedade marcada por profundas disparidades entre ricos e pobres, as necessidades da maioria das pessoas em risco deve ser considerado uma prioridade por aqueles que estão nos papéis de liderança. Transição neste contexto significa mais do que as respostas da comunidade a mudança climática e ao pico do petróleo, significa colocar em prática programas que desafiam a injustiça, promover a dignidade humana, e construir uma boa resiliência comum. 


Embora os níveis de pobreza tenham caído 67,3% em todo o Brasil nos últimos 17 anos, de acordo com uma pesquisa recente da Fundação Getúlio Vargas* 8,5% da população brasileira ainda vive abaixo da linha da pobreza (vivendo com menos de 151 reais = £ 56) e um terço dos brasileiros pertencem à classe D e E. 
Como podemos falar sobre a transição sem levar em conta estes 33% da população. 25 milhões de pessoas saíram da pobreza na última década devido ao crescimento econômico do país e os programas de bem-estar social do presidente Lula da Silva  como o Bolsa Familia que concede uma renda mensal para as que as famílias que garantirem que as crianças frequentem a escola e sejam vacinadas. 


Alguns argumentam isso está dar o peixe em vez de ensinar a pescar ... no entanto muitos de nós já presenciamos como a miséria diminuiu particularmente no Nordeste do Brasil. No mês passado um novo programa Brasil Sem Miséria foi lançado para atingir os 8,5% restantes - 16 milhões-ainda abaixo da linha da pobreza. O programa irá aumentar as transferências de renda, melhorar os serviços públicos, e criar novas oportunidades de emprego para os pobres.  A presidenta eleita Roussef disse em recente entrevista coletiva: "Estas não são estatísticas, são pessoas com vidas, experiências e sonhos". 

Treinadores Oficiais da Rede Brasileira das Cidades em Transição

Claudia Valadares Arakaki

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