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Granja Carolina

Para a sustentabilidade ambiental da Região da Granja Carolina - km 36 da Rodovia Raposo Tavares, entre as cidades de Cotia e Itapevi - São Paulo/Brasil.

Site: http://www.granjcacarolinacotiaitapevi.blogspot.com
Local: Itapevi/ Cotia
Membros: 5
Última atividade: 22 Jul, 2010

Uma ação em direção ao futuro para não ser perna de pau

Estamos passando por um período de profunda transição onde não faltam cenários turbulentos com, crise financeira, aquecimento global e destruição ambiental.
No primeiro quesito o Brasil conseguiu atravessar com certa tranqüilidade a crise mundial, originária no mercado imobiliário e capitaneada pelos financiamentos irresponsáveis das instituições financeiras. A solução foi o socorro a estas instituições, com dinheiro público injetado nas instituições privadas, o que acabou causando o endividamento de países “evoluídos”no cenário mundial.
O socorro de problemas isolados, o dito apagar de incêndio, sempre provoca efeitos colaterais no elo mais fraco, a população em geral; causando desemprego e crise social.
Será que nos brasileiros, reles mortais neste mundo globalizado, estamos imunes a isto?
O povo em geral, como gato escaldado, sabe que não.
Estamos vivendo o paraíso da especulação imobiliária e do crédito fácil, que será mais azeitado com a copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016.
Estes dois eventos vão ser a fada e duende da destruição ambiental.
Tudo precisará ser aprovado a toque de caixa para atender a agenda dos eventos.
Se na economia o Brasil vai bem, e boa parte desta vitória se deve aos cuidados das nossas instituições financeiras em manter tudo sob controle, no lado ambiental vai mal e as perspectivas é que vai piorar.
As cidades de Sorocaba e São Roque já estão preocupadas em se transformar em cidades dormitórios com o anúncio do projeto de ligação ferroviária entre São Paulo e estas cidades.
Obviamente se governos locais e população deixarem a especulação comandar, os efeitos negativos poderão gerar colapsos de grandes proporções sociais.
Logo, é hora de defender o patrimônio local para num futuro próximo, não ficar com os conhecidos problemas das cidades dormitórios.
Pensar em preservar o patrimônio é poder desempenhar papel representativo, em paridade de poder baseado na idéia de qualidade de vida, para isto será necessário aprender a levar o mesmo rigor do setor econômico, para a proteção do nosso patrimônio, ambiental e cultural.
Todo o momento, políticos, empresários e economistas do governo apresentam boas perspectivas econômicas, porém, se olharmos para as ineficiências regulatórias do mercado especulativo imobiliário e, as facilidades com que dobram políticos e políticas públicas ao seu favor, as cidades ao redor do olho do furacão, metrópole, poderão esperar perspectivas sinistras de descontrole financeiro, destruição ambiental e cultural e crise social. Desenho urbano conhecido nas periferias metropolitanas de mais favelas e violência.
O melhor, portanto, será dar menos importância aos resultados imediatos, e projetarmos um desenvolvimento, de vida mais longa, voltado para o futuro, para não pôr tudo a perder na hora que os “parceiros” já estiverem gastando os lucros em outras paragens.
As cidades da região Oeste, precisam criar legislações e regras de proteção ao patrimônio local, ao mesmo tempo atender a demanda de crescimento, impossível de ser barrado. Neste contexto ganhará mais no futuro, aquela localidade que soube olhar adiante com cautela, advinda da proteção do seu patrimônio.

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