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TRANSITION CACHOEIRINHA

Este grupo destina-se a reunião de pessoas que desejem unir esforços para construção de alternativas que gerem Sustentabilidade, no sentido mais amplo da compreensão do termo, não somente para os proponentes das propostas e projetos, mas para toda comunidade local e para rede mundial do Trasition Network.

Site: http://projetosomos.blogspot.com.br/p/resumo-do-projeto-somos.html?view=classic
Local: Cachoeirinha. RS
Membros: 2
Última atividade: 12 Abr, 2016

PROJETO S.O.M.O.S.

Proponente: Rogério dos Santos, em 6 de abr de 2016
Resumo da Proposta
Objetivo Geral: Implantação de cooperativas multidisciplinares, na forma de empresas sociais, interligadas em rede, com o objetivo de geração de trabalho, renda, saberes e relações colaborativas resilientes, para inclusão sócio produtiva de pessoas em desvantagem sócio econômica ou em situação de risco e/ou vulnerabilidade, como base para o desenvolvimento sustentável, com foco no desenvolvimento de tecnologias sociais escaláveis e adaptáveis as especificidades individuais, de grupo, locais e regionais.
Público alvo, instrumentos, meios de consolidação e mercado alvo:
Público alvo geral: PCDs (Pessoas com deficiências), jovens a partir de 16 (dezesseis) anos em situação de vulnerabilidade sócio econômica e/ou afetiva, pessoas oriundas de pós tratamento de desintoxicação química por drogadicção, pessoas que estejam cumprindo penas alternativas, egressos do regime prisional, pessoas em desvantagem econômica que dependam de programas governamentais garantidores de subsistência, desempregados e/ou excluídos do mercado formal, bem como outros indivíduos que desejem integrarem-se ao Projeto, obedecida a Carta de Princípios do mesmo e as legislações pertinentes ao ato.
1º Instrumento de consolidação: Cooperativa Social.
Meios de consolidação: Produção de órteses e próteses, cadeiras de rodas mecânicas e motorizadas, triciclos, bengalas, impressão de livros didáticos e técnicos em Braille em mídia plástica oriunda da reciclagem de garrafas PET, pisos táteis, etiquetas metálicas, plásticas e emborrachadas em Braille, mapas táteis, desenvolvimento de novas tecnologias.
Mercado alvo: Sócios parceiros e voluntários da Cooperativa, sendo estes pessoas físicas ou jurídicas.
Stakeholders diretos: 20 famílias, compondo em média 60 pessoas.
Stakeholders indiretos: 100 famílias, compondo em média 300 pessoas, (tendo-se como base de cálculo uma projeção de interação de cada família com mais 5 famílias, compostas pela média de três pessoas por família)
Público alvo: Pessoas em situação de desvantagem sócio econômica ou em situação de risco.Sendo o Mercado alvo, além dos sócios da cooperativa, todo o ente que precise de produtos e tecnologias de inclusão.
2º Instrumento de consolidação: Cooperativa de Trabalho.
Meios de consolidação: Prestação de serviços gerais e técnicos.
Mercado alvo: Pessoas jurídicas privadas e públicas, bem como pessoas físicas.
Stakeholders diretos: 25 famílias, compondo em média 75 pessoas.
Stakeholders indiretos: 125 famílias, compondo em média 375 pessoas, (tendo-se como base de cálculo uma projeção de interação de cada família com mais 5 famílias, compostas pela média de três pessoas por família)
3º Instrumento de consolidação: Cooperativa de Produção (construção civil).
Meios de consolidação: Produção de tijolos ecológicos a partir de resíduos da construção civil e de lodos passivados oriundos da indústria e de estações de tratamento de esgotos, assim como a produção de outros insumos para construção civil, processados a partir de passivos ambientais.
Mercado alvo: Pessoas jurídicas privadas e públicas, bem como pessoas físicas em geral.Tendo como alvo principal as Cooperativas Habitacionais, atuando em conjunto com a Cooperativa de Trabalho.
Stakeholders diretos: 35 famílias, compondo em média 105 pessoas.
Stakeholders indiretos: 175 famílias, compondo em média 525 pessoas, (tendo-se como base de cálculo uma projeção de interação de cada família com mais 5 famílias, compostas pela média de tres pessoas por família)
4º Instrumento de consolidação: Cooperativa de Produção (Agro-ecológica).
Meios de consolidação: Produção e processamento de alimentos orgânicos e criação e processamento de peixes.
Stakeholders diretos: 20 famílias, compondo em média 60 pessoas.
Stakeholders indiretos: 100 famílias, compondo em média 300 pessoas, (tendo-se como base de cálculo uma projeção de interação de cada família com mais 5 famílias, compostas pela média de três pessoas por família)
Mercado alvo: Pessoas jurídicas privadas e públicas, bem como pessoas físicas em geral.Tendo como alvo principal as Cooperativas de nossa rede e as demais que queiram aderir ao programa.
5º Instrumento de consolidação: Cooperativa de Consumo.
Meios de consolidação: Organização de grupos de compras coletivas de forma consciente com foco na sustentabilidade geral e pessoal.
Mercado alvo: Pessoas jurídicas privadas e públicas, bem como pessoas físicas em geral.Tendo como alvo principal as Cooperativas de nossa rede e as demais que queiram aderir ao programa.
Stakeholders diretos: 100 famílias, compondo em média 300 pessoas.
Stakeholders indiretos: 500 famílias, compondo em média 1500 pessoas, (Resultante da interação das demais cooperativas)
6º Instrumento de consolidação: Cooperativa Educacional.
Meios de consolidação: Organização das demais cooperativas em torno de uma proposta de formação continuada, no que tange o ensino do cooperativismo autogestionário e da economia popular solidária, bem como com foco no ensino curricular primário e secundário, no formato presencial e a distância.
Stakeholders diretos: 100 famílias, compondo em média 300 pessoas.
Stakeholders indiretos: 500 famílias, compondo em média 1500 pessoas, (Resultante da interação das demais cooperativas)
Mercado alvo: Tendo como alvo principal as Cooperativas de nossa rede e as demais que queiram aderir ao programa.de nossos projetos.
7º Instrumento de consolidação: Cooperativa de Crédito mútuo.
Meios de consolidação: Obedecendo as legislações pertinentes a este ramo cooperativista, teremos neste instrumento, um forte aliado para financiarmos através do micro crédito, as produções das cooperativas de nossa rede.
Mercado alvo: Tendo como alvo principal as Cooperativas de nossa rede e as demais que queiram aderir ao programa.de nossos projetos.
Stakeholders diretos: 100 famílias, compondo em média 300 pessoas.
Stakeholders indiretos: 500 famílias, compondo em média 1500 pessoas, (Resultante da interação das demais cooperativas)
Totais: 1.800 pessoas beneficiadas direta e indiretamente, quando da consolidação das 7 (sete) cooperativas. (Pessoas já cadastradas para compor todas as cooperativas; sendo porém que iremos consolidar a 1ª e subsequentemente as demais).
Forma de atuação: O , apresenta alguns aspectos comuns a todos envolvidos.
As atividades são realizadas pela equipe do projeto e observadas de forma interativa, pelos que têm interesse no projeto – os stakeholders.
O processo de gestão e governança para tomada de decisões possui um modelo de gestão transversal integrada em rede, no que tange as comunicações, aquisição e gestão das informações bem como a tomada de decisões, com base na divisão e compartilhamento de responsabilidades, saberes e integração entre as partes, respeitando as individualidades e peculiaridades de cada um, onde são valorizados os múltiplos saberes de cada indivíduo, em detrimento a este possuir titulações acadêmicas ou não, com o objetivo de maximizar o engajamento e o fortalecimento do coletivo, e a minimização das possibilidades de erros e desvios dos objetivos e metas do projeto, conduzindo à efetivação da resiliência do projeto enquanto coletivo.O conjunto de informações geradas, é documentada, tratada e encaminhada para seus respectivos bancos de dados, correlacionados estes à área de gestão com a qual se destine, constituindo este conjunto a fonte de subsídios para o corpo gestor realizar as tomadas de decisões dentro dos melhores e mais amplos princípios de Gestão da Inteligência das Informações. Atingiremos nossos públicos alvo através de de uma intervenção direta, por meio de chamadas públicas, e intervenções individuais e coletivas por meio de palestras, de forma a convidar-lhes a uma reflexão acerca da insustentabilidade de seus modos de vida, propondo-lhes apresentar uma solução na qual eles sejam participes ativos dos processos de gestão que os conduza para uma vida coletiva e sustentável, no sentido mais amplo dos termos. Pretendemos adotar uma gestão horizontalizada de forma transversal no que tange as tomadas de decisões e o desenvolvimento dos trabalhos, tendo em vista que as Cooperativas supracitadas complementam os trabalhos umas das outras, tendo então como método de tomada de decisões um programa coletivo integrado em rede e colaborativo. Iremos adotar como modelo padrão, no que tange a gestão dos projetos, o PMBOK 5, permitindo assim além da escalabilidade dos mesmos, um maior controle destes em suas diversas etapas e variáveis, com uma minimização dos riscos de falhas e com a produção de material intelectual de relevante valor social, histórico e cultural tendo em vista que será a primeira vez que um projeto como este é desenvolvido no Rio Grande do Sul e talvez no Brasil. Para isso, contaremos ainda com a articulação com entes públicos e privados, que desenvolvam atividades congêneres ou correlatas as diversas áreas de abrangência e desdobramentos do Projeto S.O.M.O.S.
10. Resultados esperados: A curto prazo a minimização, a médio prazo a diminuição e a longo prazo a erradicação de problemas sociais congênitos, que geram a insustentabilidade da vida em nosso Planeta hoje. Problemas estes que são pontuados nos 17 (desessete) eixos temáticos da virada do milênio da ONU,
1 - Erradicar a extrema pobreza e a fome;2 - Atingir o ensino básico universal;3 - Promover a igualdade de gênero e a autonomia das mulheres;
4 - Reduzir a mortalidade infantil;
5 - Melhorar a saúde materna;
6 - Combater o HIV/AIDS, a malária e outras doenças;
7 - Garantir a sustentabilidade socioambiental;
8 - Estabelecer uma parceria mundial para o desenvolvimento.
11. Considerações finais: Este documento destina-se apenas a ser um release do Projeto S.O.M.O.S., tendo em vista a amplitude do mesmo.Os recursos necessários para a implantação e desenvolvimento do mesmo, tanto nos seus módulos quanto em sua totalidade, serão obtidos por meio de campanhas de captação diversas, utilizando-se alguns critérios pétreos para aquisição e aceite dos mesmos, os quais são descritos na carta de princípios do Projeto. As 1.800 ( Mil e oitocentas) pessoas beneficiadas direta e indiretamente pelo projeto, descritas no item 8., refere-se a indivíduos já cadastrados e que possuem muito mais que a necessidade de implementação do Projeto, o desejo de realizar o mesmo, sendo esta quantidade, apenas o mínimo necessário para ativação de todos os Ramos Cooperativos, com seus desdobramentos, tendo este número de pessoas envolvidas, a tendência natural de multiplicar-se exponencialmente na proporção mínima de 1:3 (Um para Tres) em progressão geométrica.Os cronogramas, planilhas de viabilidade, E.A.P (Estrutura Analítica do Projeto), E.A.R.( Estrutura Analítica de Resultados), bem como outros documentos, poderão ser disponibilizados, mediante oficialização do interesse de colaboração e/ou parceia, ou ainda fomento material humano, instrumental ou financeiro.
GLOSSÁRIO
PROJETO S.O.M.O.S. ( explicação da sigla):
Sustentabilidade Organizacional Multidisciplinar, Ontológica Social, define o conceito que pressupõe que não existe sustentabilidade sem organização, sendo esta o resultado da soma do máximo de conhecimentos humanos que possam ser compartilhados e gerados de forma individual e coletiva, abrangendo todas as áreas do saber humano, sendo ontológica, por ter uma visão filosófica proveniente do aristotelismo; parte da filosofia que tem por objeto as propriedades mais gerais do ser, apartada da infinidade de determinações que, ao qualificá-lo particularmente como ser desconectado do meio acológico enquanto espécie animal, ocultam sua natureza plena, integral e coletiva. Levando à reflexão a respeito do sentido abrangente do ser, como aquilo que torna possível as múltiplas existências do indivíduo no coletivo, sendo este o real agente da transformação social pacífica, progressiva e por conseguinte sustentável, e não vítima de casuísmos intangíveis e inalteráveis e/ou fatalistas.
Acrescento ainda que, o PROJETO S.O.M.O.S., refere-se também ao fato de que para que uma empresa social seja sustentável, é preciso muito mais SER do que ter, fazendo alusão ao coletivo como sendo a soma do individual, elevando para outro nível, de compreensão do que sejam os interesses difusos, coletivos e individuais homogêneos.
Casuísmo: Ação jurídica que tem em vista favorecer ou resolver o problema de uma pessoa ou de grupo de pessoas, sem levar em conta o bem coletivo.
Empresa social: É um tipo de empresa que não visa o lucro financeiro como objetivo e sim como consequência de um conjunto de ações, como por exemplo: Sistema de gestão colaborativa horizontalizada, inclusão do custo social e ambiental nas planilhas de cálculo de viabilidade e gestão do negócio. O lucro neste tipo de empresa pode ser: social, ambiental, emocional, intelectual e por fim financeiro, tendo ainda a previsão de destinação de percentuais do lucro financeiro auferido nas operações da mesma, para por exemplo minimizar ou corrigir efeitos da pegada sócio-ecológica intrínseca a própria existência da empresa.
Escalabilidade: É uma característica desejável em todo o sistema, em uma rede, processo, projeto e principalmente nas empresas sociais, que indica sua capacidade de manipular e tornar útil, uma porção crescente de trabalho e informações, de forma uniforme e integrada, estando preparado para crescer e também para ser reproduzido por outros, de forma adaptável as realidades locais de onde venha ser instalado.
PMBOOK 5: O guia Project Management Body of Knowledge {(PMBOK) Conhecimento do corpo de gestão de projetos}, é um conjunto de práticas na gestão de projetos organizado pelo instituto PMI (O Project Management Institute é uma instituição internacional sem fins lucrativos que associa profissionais de gestão de projetos e é considerado a base do conhecimento sobre gestão de projetos por profissionais da área.
Resiliência: É um substantivo feminino, e indica a propriedade que alguns corpos apresentam de retornar à forma original após terem sido submetidos a uma deformação elástica; sendo utilizado no campo social, como indicador da capacidade de indivíduos ou grupos se recobrarem facilmente ou se adaptarem às mudanças ou divergências, sem perderem o foco dos seus objetivos precípuos e de seus valores.
Stakholders: O termo stakeholder foi criado pelo filósofo Robert Edward Freeman¹. Ele foi cunhado em 1963 em um memorando interno do Stanford Research Institute e se referia à "grupos que sem seu apoio a organização deixaria de existir". Para Freeman, o termo stakeholder possui um sentido amplo e outro mais estrito. O primeiro faz referência a todo grupo ou indivíduo que influencia ou é influenciado pelo alcance dos objetivos da organização. E no sentido mais estrito, se refere a indivíduos ou grupos dos quais a organização depende para sobreviver. O objetivo subjacente que define tal agente stakeholder é ser aquele que entrega algum valor a uma pessoa ou organização, mesmo que não seja o único ou principal interessado no negócio ou projeto.

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